terça-feira, 16 de agosto de 2011

A ARTE NA IDADE MÉDIA, MODERNA E CONTEMPORÂNEA

Idade Média
 A Idade Média representava o milênio entre os séculos V e XV desde a queda de Roma até o Renascimento.   Foi um período caracterizado pelo desinteresse pela representação realista do mundo, o equilíbrio entre o corpo e a mente desapareceu, fato este que proibia por completo as imagens marcadas pelo nu. Os artistas medievais fizeram com que a arte se tornasse serva da igreja, onde toda arquitetura romana refletia o ideal cristão. Três estilos diferentes marcaram esse período. Vamos agora observar as principais características que compõem os estilos bizantino, romano e gótico. Bizâncio refere-se à arte do Mediterrâneo Ocidental e se tornou o centro de uma brilhante civilização, onde predominava a arte grega oriental com riqueza de cores e de decoração.   Foi o local de origem dos mosaicos que expressavam Cristo como mestre e senhor todo poderoso. Isso fazia com que a religião fosse muito forte em toda arte bizantina.
A arte bizantina esta dirigida pela religião; ao Clero cabia, além das suas funções, organizar também as artes, tornando os artistas meros executores. O regime era teocrático e o imperador possuía poderes administrativos e espirituais; era o representante de Deus.
A arte românica foi marcada por uma arquitetura que se preocupava em receber grandes multidões para visitas maciças, o que fazia com que todos os tetos das igrejas fossem construídos em abóbadas de pedra. Mas você deve estar se perguntando nesse momento o porquê de tudo isso, não é mesmo? Naquela época a fé católica romana era muito forte, sendo assim, era muito comum a peregrinação. Como os prédios romanos tinham tetos de madeira, para receber grandes multidões era mais seguro a substituição dessa arquitetura. Um     dado interessante que vale à pena conhecermos é o fato de que a maioria dos fiéis era analfabeta, por esta razão as esculturas ensinavam a doutrina religiosa, contando história gravada na pedra. Os manuscritos eram considerados objetos sagrados que continham a palavra de Deus e eram as únicas formas existentes de livros, onde se preservava não somente os ensinamentos religiosos, mas também a literatura clássica.  Os artistas românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.
A arte gótica foi caracterizada por uma arquitetura bem elaborada. Sua engenharia era marcada por abóbada com traves e suportes externos chamados arcobotantes. Suas catedrais eram símbolos de orgulho cívico, a beleza das igrejas inspirava a meditação e a fé dos paroquianos. Sua fundamentação filosófica está no Teocentrísmo. Sendo assim a educação e as artes estavam dominadas pelos difames da Igreja. As paredes internas das catedrais também contavam histórias bíblicas esculpidas, imensos tapetes em lã e seda decoravam as paredes de pedras de castelos e igrejas. A arte gótica tinha como característica principal muita              luz e altura A pintura gótica desenvolveu-se nos séculos XII, XIV e século XIII no início do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento.
Qual a função da ciência em nossa sociedade? Esse é provavelmente um dos temas que mais deve ser questionado e discutido. A partir disso, é de indubitável importância perceber a ação da ciência e seu papel ao longo de toda a história do homem e das sociedades. O presente estudo, portanto, foi realizado com o intento de se analisar qual foi a importância do exercício da ciência na Europa cristã no período denominado Alta Idade Média. O primeiro subtítulo é abordado a questão da passagem de conhecimentos que já vinham sendo desenvolvidos nos séculos passados. Não se tratam apenas de noções referentes às ciências naturais, mas de toda a área do conhecimento. Na segunda parte é levantado o aspecto das condições em que o conhecimento dessas “artes liberais” pagãs poderia ser requisitado. Por fim, quais foram as consequências na prática para aquela sociedade de uma ciência condicionada. Nas considerações finais, foi traçado um paralelo entre o papel da ciência aqui analisado e o da sociedade de hoje, sendo esse talvez o aspecto mais importante de toda pesquisa histórica: levantar questões proporcionando uma crítica radical da sociedade moderna.

A penosa sobrevivência do conhecimento
A instalação dos bárbaros constituiu uma grande ameaça a todo o acervo de herdada da Antiguidade. De fato, muito se perdeu de todo o conjunto de obras científicas e filosóficas com as invasões. Some-se a isso, a condenação de toda a cultura pagã da Antiguidade por parte da religião cristã. Nesse ponto, acontece um interessante paradoxo, pois apesar dessa aversão à cultura antiga, o cristianismo está bastante impregnado da mesma, afinal, foi nesse meio que se formou essa nova e poderosa crença. “Mesmo os mais ‘cultos’ entre os Padres da Igreja, os mais fiéis herdeiros do pensamento e da arte clássicos, Santo Agostinho, por exemplo, concordam com a reação espontânea dos simples e dos ignorantes para condenar a cultura antiga enquanto ideal independente rival da revelação cristã” (MARROU, 1966, p.488).
Não que esta tenha sido negada, pois foram os próprios eclesiásticos que reescreveram diversos livros da Antiguidade ao longo de toda a Idade Média. “O que se passava na cabeça e na imaginação desses escribas quando recopiavam um texto pagão, a seus olhos, ora falso, ora licencioso ou indecente? Constatemos primeiro que eles nunca selecionaram ou censuraram. Os escribas eram fiéis ao texto.” (ROUCHE, 1985, p.523).
O Renascimento
 O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Originou-se da vontade de muitos artistas e intelectuais dos séculos XV e XVI de recuperar ou retomar a arte greco-romana que esmorecera durante a Idade Média.  Neste período, o pensamento medieval, dominado pela religião, cede lugar a uma cultura voltada para os valores do indivíduo. Enquanto na Idade Média a vida do homem era centrada em Deus (Teocentrismo), no Renascimento o homem passa a ser o principal personagem (Antropocentrismo). Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento)do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização por causa do descobrimento arqueológico da cidade   romana   de   Pompéia   e   suas   obras   de   artes, manuscritos e etc. Foi considerado o fim da Idade das Trevas. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.
 No Renascimento, a razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e do universo. É o princípio da ciência. Os artistas do Renascimento não vêem mais o homem como simples observador do mundo que expressa à grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais, por isso eles valorizavam a cultura greco-romana. Duas grandes novidades marcam a pintura renascentista: a utilização da perspectiva, através da qual os artistas conseguem reproduzir em suas obras a noção de profundidade e de volume; e a utilização da tinta a óleo, que possibilita a pintura sobre tela com uma qualidade maior dando maior ênfase à realidade e maior durabilidade às obras. A temática era focada na mitologia, em cenas quotidianas e o corpo humana era exaltado na pintura de afrescos, madeira e na escultura. O maior representante do Renascimento foi o artista Leonardo Da Vinci, e sua obra perdura até os dias atuais. Ele inaugura o antropomorfismo em sua arte e pensamento: “O homem é a medida de todas as coisas”, além de ter sido possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. É considerado um gênio, pois se mostrou um excelente anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista, arquiteto, inventor e escultor.
 Arte Barroca
 O estilo barroco foi o mais suntuoso e ornamentado da história da arte, conseguiu casar a técnica avançada e o grande porte da Renascença com a emoção, intensidade e a dramaticidade do Maneirismo. A fim de reconquistar através da educação e do apelo visual, os fiéis que se converteram ao Protestantismo de Lutero tornando-se assim, o Barroco, a arate da Contra-Reforma. Foi através dela que se expandiu o papel da arte para vida cotidiana. Foi uma arte que tinha como elemento comum à sensibilidade e o absoluto domínio da luz, a fim de que fosse obtido o máximo impacto emocional. Mas, antes de nos aprofundarmos nas principais características que marcaram a arte barroca, é preciso que saibamos primeiro onde tudo começou. Então vamos lá!  A arte barroca começou em Roma por volta de 1600 e tinha como ênfase temas não religiosos derivados do modelo da Grécia e de Roma. Suas pinturas tendiam à natureza morta, retratos, paisagens e cenas do cotidiano, o que fazia a arte desse período ter uma Obra de Aleijadinho: representante do barroco exuberância dramática, teatral. Pensar na arte barroca é lembrar que ela possui em todas as suas obras uma viva relação: vida e morte, terra e céu, os fiéis e o papa. As alegorias das virtudes são mulheres repletas de vida e sentidos. Sendo assim, há naturalismo em tudo e em todos, conferindo ao monumento uma perfeita coesão onde se une a arquitetura ao espaço da igreja. O poder criativo dos arquitetos e escultores era muito grande. Os mecenas da arte não eram somente os mercadores próprios, mas também os burgueses da classe média que enfeitavam suas casas com os quadros comprados nessa época. Um pouco depois o estilo barroco se expandiu por toda a Europa, onde se passou a fundar academias de arte para ensinar os artistas as técnicas desenvolvidas na Renascença. Vale lembrar que o barroco colocava muita ênfase na emoção e no dinamismo.
Arte Moderna
 Os pré-modernistas romperam com a tradição acadêmica e passaram a criar seus próprios temas, deixando para trás a pintura fotográfica. Dentre eles um grupo que influenciou significativamente o surgimento da arte moderna foi o dos Impressionistas, que rompeu com     a tradição da arte francesa, deixando as paisagens fotográficas para trás, passando a pintar suas impressões particulares acerca do objeto a ser representado, por isso o nome Impressionismo. Novas tecnologias, novos materiais e principalmente novas necessidades mudaram a profissão do artista, levando-o a uma forma muito diferente de construção. No século XX, a arte passou a ser convulsiva, onde um estilo se sobrepunha ao outro de forma muito ágil. A arte se concentrava menos na realidade visual externa e mais na visão interna, produzindo a ruptura mais radical com o passado.
A arte do século XX levava em consideração qualquer tema para suas obras se libertando das regras tradicionais, buscando incessantemente liberdade radical de expressão. Os artistas modernos elegiam a imaginação, as preocupações e as experiências individuais como única fonte de arte. Sua arte não tinha nenhuma pretensão em retratar a natureza. As esculturas modernistas eram desligadas de muitos detalhes.
Nesse período houve o destaque do pintor Picasso, que no cubismo (maior revolução da arte no século XX) quebrou as formas para recombiná-las de novas maneiras. Picasso foi considerado o rei da arte moderna. Sua arte sempre foi autobiográfica, tendo as mulheres como sua principal fonte de inspiração. O cubismo foi um dos principais pontos de mutação do século XX, e teve esse nome simplesmente porque seus representantes (Picasso, Braque, Gris, Léger) quebravam objetos em pedaços que ganhavam forma de cubos, e o nome pegou. Segundo o cubismo, a arte consiste em inventar e não em copiar. Com o avanço da tecnologia, onde se transformou o mundo agrário em industrial e o rural em urbano, os artistas sentiram a necessidade de expressar toda essa evolução. Foi daí que surgiu o Construtivismo na Rússia, o Futurismo na Itália e o Presicionismo nos Estados Unidos. Outra característica marcante do Modernismo foi o expressionismo, que tinha como principal marca a expressão do sentimento dos artistas e não as imagens do mundo real, fundamentando o período como uma tendência subjetiva. Sendo assim, a arte deve expressar uma verdade além da aparência.
 Arte Contemporânea
 A arte contemporânea ainda está viva e em crescimento. Os seus artistas abraçaram as imagens comerciais, deixando a arte existir mais na mente do que na tela. Suas imagens expressavam intensidade, emoções, preocupações autobiográficas e sociais. Na arte pós- moderna tudo era avidez, o que fazia seus artistas darem ênfase à verdadeira originalidade e não a simples novidade. Sendo assim, os artistas não precisavam ficar no mesmo lugar ou na imitação. É uma época marcada pela diversidade, sem que haja necessidade de uma área geográfica dominante. Observa-se uma propensão modernista a ver a obra de arte como um objeto independente e não como uma visão da realidade ou do psiquismo do pintor. Foi um movimento marcado pela oposição ao Expressionismo Abstrato. Para entendermos melhor a arte contemporânea, vamos utilizar a etimologia da palavra “contemporâneo”, que significa coevo, coetâneo, ou seja, o que pertence ao nosso tempo, o agora. Como diz o crítico Alberto Beuttenmuller “A arte de linguagem contemporânea”, é aquela que traz as influências características desta época: são as performances, as ocupações de espaço, as instalações, as interferências, a arte virtual. A pintura, a escultura, gravura e outras técnicas muito usadas na manifestação artística do homem enfrentam hoje o desafio de atualizar-se, de inserir-se nestes tempos de individualizações e de imagens instantâneas. Sendo assim, superar a riqueza do Período Moderno ou introduzir um novo discurso: eis o desafio do fazer arte na contemporaneidade.
Para que uma obra de arte seja decodificada, esmiuçada em seus signos, símbolos e ícones, é necessário, por parte de quem a observa, um bom conhecimento da vida e da obra anterior, ou seja, da história do autor. Desta forma, a História da Arte também dá subsídios para que uma obra seja localizada em suas influências, mostrando onde estão as analogias, rupturas ou contraposições. As observações da técnica e do uso de novas formas de expressão também contam na apreciação de uma obra contemporânea.
 A arte nos anos noventa abrange do figurativo ao abstrato, do engraçado ao sério, do feito à mão ao fabricado por meios mecânicos. Assim, a arte de hoje, ao mesmo tempo em que dispensa grandes racionalizações, exige conhecimento e envolvimento pessoal, além de desprendimento de preconceitos para ser apreciada. O artista que era um artesão desqualificado até o século XIV; a partir do Renascimento passou a ocupar um lugar de destaque no território do conhecimento.  Naturalmente, fatores históricos e sociais modelam os tipos de arte, porém, a verdadeira arte jamais se escravizará a códigos e será sempre inovadora e capaz de falar do seu tempo.

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FRANCO JR, H. A Idade Média: O nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 1986.

MARROU, H.I. História da Educação na Antiguidade. São Paulo: Herder, 1966.

NUNES, Ruy A. C. História da educação na Antiguidade Cristã. São Paulo: E.P.U. & EDUSP, 1978.





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